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Crescimento acelerado

ENTREVISTA - Conheça a história de sucesso da startup que expandiu seu negócio no segmento fitness sem arcar com altos custos

04 Março 2015 | 17h 45

 

O mercado de startups vive um grande momento no Brasil. Desde 2012, o setor já ocupa uma posição de destaque no cenário mundial e agora se prepara para avançar ainda mais. Para 2015, a projeção é que o País seja considerado o 6º maior mercado de softwares do mundo. Um crescimento que se reflete em números.

De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABS), o Brasil já conta com mais de 10 mil startups que movimentaram cerca de R$ 2 bilhões, apenas em 2012. A maioria das empresas é comandada por um perfil de empreendedor bem específico: profissionais que não têm medo de arriscar e que querem investir em um negócio inovador e tecnológico. Mas para que essas companhias decolem, o empreendedor precisa buscar apoio. Nesta hora, entram em ação os programas de incentivo.

A Microsoft dispõe de um programa que dá suporte às startups brasileiras. O BizSpark é direcionado a negócios com menos de cinco anos de existência e faturamento de até US$ 1 milhão. A empresa que é aprovada passa a ter acesso gratuito a diversas plataformas da Microsoft. Desde que foi lançado, o programa já apoiou mais de 3,7 mil startups brasileiras.

A startup Wiki4Fit foi uma delas. A empresa, idealizada pelos profissionais Fabiana Batista e Eudes Nery Júnior, que atuavam em academias de ginástica, foi criada para levar a tecnologia para perto dos alunos. O aplicativo permite que o acesso a um plano de exercícios baseado em três perfis: iniciante, intermediário e avançado. Por meio da leitura de códigos colados nos aparelhos de ginástica, os frequentadores conseguem ter acesso às informações do treino que vão realizar e a academia recebe um histórico da evolução deles. “A Wiki4Fit é uma espécie de academia de bolso. Hoje, o modelo é voltado para academia, mas a ideia é, em breve, atingir o público em geral e possibilitar que qualquer pessoa possa fazer exercícios a qualquer hora, de qualquer lugar”, explica Fabiana Batista, fundadora e idealizadora da startup.

A empresa passou pelo programa de aceleração Aceleratech. Lá conheceu o outro sócio, Fernando Pauer, responsável pelo desenvolvimento, e teve o primeiro contato com a Microsoft, fundamental para alavancar o negócio. “Depois que estabelecemos a parceria com a Microsoft, melhoramos nosso serviço de hospedagem, que ficou mais robusto e preparado para suportar o grande fluxo de pessoas que estavam acessando o aplicativo”, conta.

Entre as ferramentas utilizadas pela startup está o Windows Azure, que permite que a hospedagem de servidores, banco de dados e a montagem de um ambiente sejam feitos na nuvem, ou seja, sem que exista a preocupação de uma estrutura física para suportar todos esses processos. “Não é preciso abrigar uma estrutura gigantesca e pagar por aquilo sem usar, então é possível moldar o uso de acordo com a sua demanda. Isso é importante especialmente para a startup que tem recursos limitados”, complementa Fabiana.

Com essas facilidades, foi possível alcançar resultados significativos em pouco tempo de atividade. Hoje, Fabiana, orgulha-se em contar que seu cadastro de cliente saltou de 58 mil alunos, em janeiro de 2014, para 173 mil, em janeiro de 2015. “A combinação de uma estratégia de venda com uma plataforma robusta, oferecida pela Microsoft, permitiu que mantivéssemos a mesma qualidade de acesso, o que foi fundamental para esse crescimento.”

Resultados que já geraram reconhecimento. Em apenas um ano, a startup conquistou o prêmio em uma das categorias do Spark Awards do Brasil, um dos eventos que evidencia empreendedores influentes.

Com experiência acumulada, Fabiana dá alguns conselhos para quem quer se aventurar nesse ramo. Ela acredita que é importante que o idealizador do projeto já tenha alguma experiência no mercado que deseja atuar e que a ideia tenha surgido de uma necessidade que foi identificada. Além disso, Fabiana explica que é importante apresentar o projeto para o público consumidor e avaliar. “A dica é: ir para o mercado, mas testar tudo antes. É importante validar o modelo de vendas e simular o ambiente para atender os clientes. Assim, a estrutura estará alinhada com a demanda do produto que está sendo oferecido”, conclui.

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